28 Jul 2026

17º Semana do Tempo Comum Jr 17,17-22

17E tu lhes dirás: Que se me fundam em lágrimas os olhos, noite e dia sem descanso, porquanto de um golpe horrível foi ferida a virgem, filha de meu povo, e sua chaga não tem cura!

18Se saio pelos campos, encontro homens atravessados pela espada; e se regresso à cidade, eu vejo outros passando pelo tormento da fome. Até o profeta e o sacerdote perambulam sem rumo pela terra.

19Repelistes Judá, de verdade, e vossa alma se desgostou de Sião? Por que nos feristes de mal incurável? Esperamos a salvação; nada, porém, existe de bom; aguardamos a era de soerguimento, mas só vemos o terror!

20Senhor! Conhecemos nossa malícia e a iniquidade de nossos pais. Bem sabemos que pecamos contra vós.

21Pela honra, porém, de vosso nome, não nos abandoneis, nem desonreis o vosso trono de glória. Lembrai-vos! E não rompais o pacto que conosco firmastes.

22Haverá, entre os vãos ídolos dos pagãos, algum que provoque a chuva? Ou é o céu que proporciona os aguaceiros? Não! Sois vós, Senhor, nosso Deus, vós, em quem depositamos nossa esperança; vós, que todas essas coisas haveis criado.*

17º Semana do Tempo Comum Sl 78,8.9.11.13

Resposta: “Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos!”

8De nossos antepassados esqueçais as culpas; vossa misericórdia venha logo ao nosso encontro, porque estamos reduzidos à extrema miséria.

9Ajudai-nos, ó Deus salvador, pela glória de vosso nome; livrai-nos e perdoai-nos os nossos pecados pelo amor de vosso nome.

11Cheguem até vós os gemidos dos cativos: livrai, por vosso braço, os condenados à pena de morte.

13Quanto a nós, vosso povo e ovelhas de vosso rebanho, glorificaremos a vós perpetuamente; de geração em geração cantaremos os vossos louvores.

17º Semana do Tempo Comum Mt 13,36-43

36Então despediu a multidão. Em seguida, entrou de novo na casa e seus discípulos agruparam-se ao redor dele para perguntar-lhe: “Explica-nos a parábola do joio no campo”.

37Jesus respondeu: “O que semeia a boa semente é o Filho do Homem.

38O campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino. O joio são os filhos do Maligno.

39O inimigo, que o semeia, é o demônio. A colheita é o fim do mundo. Os ceifadores são os anjos.

40E assim como se recolhe o joio para jogá-lo no fogo, assim será no fim do mundo.

41O Filho do Homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal

42e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes.

43Então, no Reino de seu Pai, os justos resplandecerão como o sol. Aquele que tem ouvidos, ouça”.

Comentário:

Seara ao vento — A parábola do joio e do trigo é a teologia da história. A humanidade caminha em tensão permanente até ao fim. Do desafio e oposição de forças contrárias saem novos rumos, outras razões de agir e caminhar. Por entre vitórias e derrotas, êxitos e fracassos, se vai construindo o Reino, a história de Deus e dos homens. O grande triunfador é Cristo. Tudo termina na manifestação da sua glória e no triunfo do Reino. Entre o mal e o bem, entre luzes e sombras passa o vento do Espírito.

«Quem tem ouvidos ouça». É preciso estar liberto e à escuta para entender a mensagem de Jesus. Só os humildes entendem. Os sábios e inteligentes ficarão de fora a ruminar leis e teorias. Jesus revela-se como divino Semeador, que vem semear no campo sequioso do coração do homem. Por Ele toda a realidade foi evangelizada. Ficaram escondidas no tempo e no homem «sementes do Verbo», que hão de germinar na sua hora.

Os filhos do Reino são a boa semente; os filhos do mal são a erva daninha, que afoga e impede o trigo de crescer. Ambas as sementes dão o seu fruto, que só na ceifa se hão de separar. Os filhos do mal serão «apanhados para fora»; mas os filhos do bem serão recolhidos no Reino, onde brilharão como o sol. Anjos ceifeiros são todos os cristãos, profetas do Reino para ir semear e colher. Na messe do Pai somos todos semeadores e ceifeiros, contratados uns dos outros.

Ó Senhor da História, divino Semeador!