10 Jan 2026

Depois da Epifania 1Jo 5,14-21

14A confiança que depositamos nele é esta: em tudo quanto lhe pedirmos, se for conforme à sua vontade, ele nos atenderá.

15E se sabemos que ele nos atende em tudo quanto lhe pedirmos, sabemos daí que já recebemos o que pedimos.

16Se alguém vê seu irmão come­ter um pecado que não o conduza à morte, reze, e Deus lhe dará a vida; isso para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado que é para morte; não digo que se reze por esse.

17Toda iniquidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte.

18Sabemos que aquele que nasceu de Deus não peca; mas o que é gerado de Deus se acautela, e o Maligno não o toca.*

19Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno.

20Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. E estamos no Verdadeiro, nós que estamos em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.*

21Filhinhos, guardai-vos dos ídolos!

Depois da Epifania Sl 149,1-2.3-4.5 e 6a e 9b

Resposta: “O Senhor ama o seu povo, de verdade.”

1Cantai ao Senhor um cântico novo, ressoe o seu louvor na assembleia dos fiéis.*

2Alegre-se Israel em seu criador, exultem em seu rei os filhos de Sião.

3Em coros louvem o seu nome, cantem-lhe salmos com o tambor e a cítara,

4porque o Senhor ama o seu povo, e dá aos humildes a honra da vitória.

5Exultem os fiéis na glória, alegrem-se em seus leitos.

6aTenham nos lábios o louvor de Deus, e nas mãos a espada de dois gumes,
9bexecutando contra eles o julgamento pronunciado. Tal é a glória reservada a todos os seus fiéis.

Depois da Epifania Jo 3,22-30

22Em seguida, foi Jesus com os seus discípulos para os campos da Judeia, e ali se deteve com eles, e batizava.

23Também João batizava em Enon, perto de Salim, porque havia ali muita água, e muitos vinham e eram batizados.

24Pois João ainda não tinha sido lançado no cárcere.

25Ora, surgiu uma discussão entre os discípulos de João e um judeu, a respeito da purificação.*

26Foram e disseram-lhe: “Mestre, aquele que estava contigo além do Jordão, de quem tu deste testemunho, ei-lo que está batizando e todos vão ter com ele...”.

27João replicou: “Ninguém pode atribuir-se a si mesmo senão o que lhe foi dado do céu.

28Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante dele.

29Aquele que tem a esposa é o esposo. O amigo do esposo, porém, que está presente e o ouve, regozija-se sobremodo com a voz do esposo. Nisso consiste a minha alegria, que agora se completa.

30Importa que ele cresça e que eu diminua”.

Comentário:

Que eu diminua -  João batizava. Eram ritos penitenciais, anúncio e preparação do Batismo no Espírito, que Jesus iria dar depois da Ressureição. João não pretendia primados nem concorrências com Cristo; cumpre somente a missão que lhe foi dada do céu. Nada toma para si, mas apresenta-se e atua como enviado que vai à frente. A alegria de João Batista está em ser «o amigo do esposo», comprometido com Cristo para dar testemunho de amor e fidelidade.

A missão de João termina com o início da pregação de Jesus. Cala-se a «voz» para que se escute a Palavra. João retira-se para dar lugar àquele que já era antes dele; apaga-se a «lâmpada» para brilhar o Sol. Nisto consiste a sua perfeita alegria. «É necessário que Ele cresça e eu diminua». E diminuiu tanto que lhe cortaram a cabeça. E porque diminuiu, cresceu. A atitude de diminuir e retirar-se assinala a sua máxima grandeza. Nunca falou tão alto como no silêncio da prisão.

Também o cristão é o «amigo do esposo». A nossa relação com Deus é amor esponsal, comunhão de vidas e corações, para fazer com Ele um só corpo e uma só alma. Estar com Ele, ouvir-lhe a voz é a fonte perene da verdadeira alegria. Como João Batista, tenho de diminuir e deixar passar, ser degrau para que outros subam. Quando rolarem as cabeças dos meus orgulhos e interesses, fazendo-me pequenino, então serei grande. Custa sangue, mas vale a pena; e é tudo.

Senhor, que eu diminua; e Tu e os outros cresçam!