
«Minhas filhas, é preciso cuidar dos corpos dos idosos para lhes salvar as almas». «Minhas filhas, lembrai que os reis das nossas comunidades devem ser sempre os idosos. Se vós tendes vocação não é privilégio vosso mas sim dos idosos. Se não houvesse idosos, vós não estaríeis na casa de Deus nem seríeis suas esposas... Por isso, todos os vossos afetos e cuidados devem estar centrados nos velhinhos, a quem deveis amar como se fossem o mesmo Jesus. Nunca digais a nenhum velhinho: «Se quiseres podes ir embora; a porta está aberta». O Senhor chamou-vos ao nosso Instituto para que O sirvais a Ele e sua Mãe bendita, mediante o serviço que prestais aos idosos, e quanto mais pobres e necessitados da vossa ajuda, tanto melhor.... »
Uma mulher que fala assim e que, sobretudo, vive o que fala e o que escreve, é porque a sua missão está bem clara: veio ajudar aquele de quem ninguém faz caso, porque já se gastou, bem ou mal, na sociedade... Uma pessoa que vive assim como vivia a protagonista deste dia, Santa Teresa Jornet e Ibars, é porque o Senhor a escolheu para desempenhar na sua lgreja uma missão muito especial: o cuidado dos idosos mais pobres e mais necessitados, isto é, «os desamparados».
No dia 9 do frio mês de Janeiro na linda aldeia de Aytona, da província de Lérida, vinha ao mundo esta menina de pais pobres, mas generosos com os necessitados e muito bons cristãos. A mãe, principal educadora daqueles filhos que o Senhor lhe concedeu, costumava dizer-lhes: «Somos pobres, mas nunca mandeis embora os pobres que baterem à nossa porta sem lhes dar uma esmola».
A nossa pequena Teresa tinha um tio carmelita que neste tempo deu vida a duas Congregações Religiosas. Foi o Padre Francisco Palau y Quer. Os Palau, vendo que a sua sobrinha Teresa está adornada de qualidades nada habituais de inteligência e bondade, pedem aos pais que lhes deixem levar Teresa para Lérida, para que ali frequente bons colégios e se forme muito bem, pensando no dia de amanhã. Também em Lérida chamou a atenção de professores e companheiras. la à frente nos estudos e no comportamento Ao voltar a Aytona todas as suas companheiras a procuravam, porque aprendiam muitas coisas com ela. Tirou o Magistério e foi enviada para a pequena aldeia de Argensola onde trabalhou incansavelmente com as meninas. O fruto depressa se começou a conhecer: todas iam ter com ela para se aconselharem e se educarem. Sentiu muito quando teve de as deixar.
O Mestre ia rondando Teresa. Faz-se religiosa clarissa mas por doença tem de abandonar o convento. O tio quer levá-la para fazer parte da sua incipiente Congregação. De fato, vai mas não era aquele o seu caminho. Voltará à sua terra. Visitará Huesca e Barbastro e inteirar-se-á de que ali alguém está a pensar em fundar qualquer obra para atender os pobres idosos abandonados e... com o P. Saturnino Lopez Novóa e o P. Pedro Llacera dá vida às IRMÃZINHAS DOS ANCIÃOS E DESAMPARADOS (IRMÃS DOS VELHINHOS) que tanto bem estão fazendo em todas as partes do mundo. A vida da nossa jovem - já adulta Teresa - multiplica-se: funda casas e mais casas, escreve as Constituições, atende diretamente os idosos mais pobres, supera dificuldades que não faltam, mas, tanto a Virgem do Pilar em Saragoça, como a dos Desamparados em Valência, dirigem-na e animam-na no seu caminho. «A Madre» como todos a chamam, já madura com os seus 54 anos, gastara-se percorrendo como andarilha todos os caminhos de Espanha, fundando Casas para os seus velhos desamparados. No dia 26 de Agosto de 1885 a sua alma partiu para o ceu.
Oração
Ó Deus, que guiastes a virgem Santa Teresa
à perfeita caridade no serviço dos Idosos.
Concedei-nos, a exemplo dela, servir a Cristo
no nosso próximo, para sermos testemunhas
do vosso amor. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor.
Amém
Pai nosso, Avé Maria, Glória...
