Santo do dia


Beato João Sorteh, presbítero (+1471)

 

 

 

Bem se pode chamar o «promotor da observância do Carmelo». Nasceu em Caen (Normandia) em 1394. Recebeu uma educação cristã e procurou sempre viver de acordo com os exemplos que recebeu dos seus bons pais.

 

 

Desde muito jovem sentiu-se chamado para a vida religiosa e abraçou a vida carmelita no convento da mesma cidade. No noviciado foi modelo de observância religiosa e até os seus companheiros procuravam imitar as suas virtudes.

 

 

Também durante os estudos foi exemplar o seu comportamento progredindo ao mesmo tempo na Ciência e na virtude. Ordenou-se sacerdote em 1417. Regeu várias cadeiras em diversos conventos da sua província. Em 1438 alcançou o grau de Mestre e a licenciatura em teologia. Dois anos depois foi eleito superior provincial da sua Província da Normandia pela qual trabalhou com afinco para a reformar e lhe devolver o primitivo fervor religioso.

 

 

Em 1451 foi eleito Prior Geral de toda a Ordem, que governou com grande zelo e suma prudência até à morte, durante vinte anos.

 

 

Uma coisa se propôs desde o primeiro momento: reformar a Ordem. Para isso serviu e trabalhou numa dupla direção: por um lado, procurou dar leis sábias e prudentes sempre tendentes à observância regular mais estrita, dando prioridade à oração, à mortificação, ao estudo e ao trabalho. Por outro lado, considerava mais importante o esforço que provinha de baixo, dos próprios religiosos: para isso tinha que formar membros dignos, que soubessem apreciar o valor da oração, do trabalho, da observância...

 

 

Assim nasceram os conventos chamados de «observância ou reformados», nos quais se observava a Regra com generosa dedicação.

 

 

Durante o seu tempo propagou-se muito a chamada Congregação ou Reforma Mantuana, que embora dependendo da cabeça da Ordem, gozava decerta autonomia. Nela observava-se muito rigorosamente a Regra e as Constituições.

 

 

O Padre João Soreth visitou várias vezes toda a Ordem, presidiu a capítulos em muitas Províncias, e trabalhou com denodo para elevar o nível dos estudos na Ordem, além da observância regular. Ele mesmo compôs um precioso comentário à Regra de Santo Alberto, que é a que observam os carmelitas.

 

 

Uma das suas obras mais meritórias foi dar vida canônica à Segunda Ordem ou Monjas - carmelitas. Ele pediu e obteve do Papa Nicolau V a Bula «Cum Nulla», pela qual em -1452 ficavam erigidas canonicamente as Religiosas Carmelitas com os mesmos privilégios e graças de que gozavam já as Monjas de outras Ordens Religiosas. Neste trabalho encontrou uma válida ajuda na Beata Francisca de Amboise (+1485). As Religiosas carmelitas contemplativas e de vida apostólica, hoje tão numerosas na Igreja, deveriam procurar conhecer e celebrar com alegria este dia da festa do seu primeiro fundador.

 

 

É costume representá-lo com um cálice na mão, em lembrança do fato que aconteceu em Liége, durante a devastação da cidade por parte de Carlos o Temerário, duque da Borgonha e conde de Flandres. O nosso Beato desafiando a morte, recolheu as Hóstias consagradas, que a populaça tinha querido profanar atirando-as por terra, e levou-as para a igreja da sua Ordem. Morreu em Angers a 25 de Julho de 1471. Foi beatificado por Pio IX em 1866.

 

 

Oração a João Soreth

 

 

Senhor, que escolhestes o Bem-aventurado João Soreth, para renovar a Vida Religiosa e promover as fundações das carmelitas, e da Ordem do Carmo Secular, concedei-nos, por sua intercessão, a graça duma fidelidade cada vez maior no seguimento de Cristo e Sua Mãe. Amem