Santo do dia


São João Eudes, presbítero (+1680)

 

 

 

A família Eudes estava em risco de desaparecer. Ficava apenas um filho, lsaac, que cursava a carreira eclesiástica e já era subdiácono. Para continuar o apelido abandona a  carreira sacerdotal e contrai matrimonio com a jovem, Maria Corbin, Na família Eudes Corbin vive--se a fé. O pai e a mãe rezam o Ofício Divino todos os dias. O Senhor abençoa-os com sete filhos. O mais velho será o protagonista desta história.

 

 

Aos catorze anos entrou no colégio que os padres jesuítas dirigiam em Caen. Ali recebeu uma esmerada educação literária e cristã que veio como que completar a que recebera no lar. João ficará para sempre agradecido àqueles bons jesuítas que o encaminharam para fazer sempre o bem.

 

 

Sentiu-se atraído para a vida sacerdotal e comunicou-o a os seus pais. Estes receberam a notícia com grande alegria. No ano de 1620 recebia a tonsura clerical. As outras ordens sagradas irão chegando na devida altura. Em 1622, funda, em Caen o Oratório de Berulle. Cedo João descobre as maravilhas daqueles sacerdotes que «não aspiravam mais do que a coisas santas, deixando as profanas aos profanos e levando profundamente gravado em si mesmos a autoridade de Deus, a santidade de Deus e a luz de Deus». Por outra parte o clero do seu tempo apresentava um estado lamentável. Ser clérigo era sinônimo de ser «ignorante e libertino».

 

 

Com grande alegria recordará sempre o dia e o momento em que foi recebido a fazer parte do Oratório do famoso Cardeal Berulle. A noite de Natal de 1625 ficará memorável para sempre: diante do altar da Virgem Maria do Oratório de Paris celebrou a sua primeira missa e naquele momento fez o voto de perpétua servidão a Jesus e Maria. Este voto lançará fundas raízes em sua alma e ao longo de toda a vida, - oitenta anos -, tê-lo-á sempre presente e será como que o fio condutor de todo o seu agir. A Divina Providência guiou sempre os seus passos e quis naqueles anos de grande esplendor para a França que este homem, sem pretensão alguma da sua parte, influísse nos destinos daquela grande nação, muito mais do que outros grandes e poderosos».

 

 

A vida que esperava este novo sacerdote não iria ser fácil. Esperava-o um martírio continuado. Mas, como a graça de Deus nunca lhe faltou, e a sua colaboração com ela também não, a obra sairá perfeita, como própria de Deus. No ano de 1636 fez este voto ao Senhor: «Ofereço-me e entrego-me, consagro-me e dedico-me a vós, meu Jesus, como hóstia e vítima para sofrer no corpo e na alma, conforme a vossa vontade; e, com a vossa santa graça, aceito toda a espécie de penas e tormentos, inclusive o derramamento do meu sangue e o sacrifício da minha vida em qualquer gênero de morte. E isto apenas para vossa glória e por vosso puro amor».

 

 

Ao Padre Eudes o que mais o preocupa é formar dignamente o clero. Aqui está, diz, o futuro da Igreja, tanto em França como em todo o mundo. Abandona o Oratório, muito contra a sua vontade, para se entregar à formação do clero. Escreve umas constituições, forma um grupo de clérigos que o seguem por toda a parte e, apesar das enormes dificuldades que encontra por todos os lados, dá vida à sua obra. O seu apostolado primordial é estender por toda a parte a devoção aos Corações de Jesus e Maria. Para isso funda o Instituto de Jesus e Maria (Eudistas), que começa a estender-se por todo o lado. Chega a aprovação de Roma. Vêm-lhe muitas dificuldades, calúnias, perseguições. Ele nunca se esquece do voto de martírio que fez em 1636. Agora chega a hora da verdade. Intervém o Rei, o Papa... Tudo, por fim, fica resolvido e nas mãos de Deus. Pôde morrer tranquilo. Isto sucedeu a 19 de Agosto de 1680. A sua palma de martírio incruento era um fato.

 

 

Oração a São João Eudes

 

 

Dai-nos, Senhor, pela intercessão de São João Eudes, a graça da devoção aos Santos Corações de Jesus e Maria. Concedei-nos, por sua intercessão, o auxilio de que necessitamos. Amém.