Santo Antônio Maria Claret Ef 4,7-16
7Mas a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo,*
8pelo que diz: Quando subiu ao alto, levou muitos cativos, cumulou de dons os homens (Sl 67,19).
9Ora, que quer dizer ele subiu, senão que antes havia descido a esta terra?
10Aquele que desceu é também o que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.
11A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores,
12para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo,
13até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo.*
14Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores.
15Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a Cabeça, Cristo.
16É por ele que todo o corpo – coordenado e unido por conexões que estão ao seu dispor, trabalhando cada um conforme a atividade que lhe é própria – efetua esse crescimento, visando à sua plena edificação na caridade.
Santo Antônio Maria Claret Sl 121,1-2.3-4a.4b-5
Resposta: “Que alegria quando ouvi que disseram: Vamos à casa Senhor!”
1Que alegria quando me vieram dizer: “Vamos subir à casa do Senhor...”.*
2Eis que nossos pés se estacam diante de tuas portas, ó Jerusalém!
3Jerusalém, cidade tão bem edificada, que forma um tão belo conjunto!
4Para lá sobem as tribos, as tribos do Senhor, segundo a Lei de Israel, para celebrar o nome do Senhor.
5Lá se acham os tronos de justiça, os assentos da casa de Davi.
Santo Antônio Maria Claret Lc 13,1-9
1Neste mesmo tempo, contavam alguns o que tinha acontecido a certos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios.*
2Jesus toma a palavra e lhes pergunta: “Pensais vós que esses galileus foram maiores pecadores do que todos os outros galileus, por terem sido tratados desse modo?
3Não, digo-vos. Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo.
4Ou cuidais que aqueles dezoito homens, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, foram mais culpados do que todos os demais habitantes de Jerusalém?
5Não, digo-vos. Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo”.
6Disse-lhes também esta comparação: “Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou.
7Disse ao viticultor: Eis que três anos há que venho procurando fruto nesta figueira e não o acho. Corta-a; para que ainda ocupa inutilmente o terreno?”.
8Mas o viticultor respondeu: “Senhor, deixa-a ainda este ano; eu lhe cavarei em redor e lhe deitarei adubo.
9Talvez depois disso dê frutos. Caso contrário, mandarás cortá-la.”
Comentário:
Figueira estéril — Tudo o que acontece tem um sentido pleno, que se insere no projeto de amor, saído do coração de Deus. Os nossos sofrimentos e o dos outros são avisos de Deus, chamando à conversão e mudança de vida. Não somos melhores do que aqueles que mais sofrem, vítimas inocentes de guerras e injustiças. Porque sofrem eles e não eu? A melhor ajuda e remédio que posso dar aos males do mundo é ser eu mais e melhor. Responsáveis e culpados sou eu, és tu.
Ninguém se julgue inocente, refugiado em segurança de supostas virtudes. Todos somos pecadores, necessitados de conversão. A dor é mistério ardente, onde se entra descalço de razões, cobrindo o rosto. Não queiramos discutir com Deus, como Job, falar do que não sabemos. O que importa é cobrir-nos de silêncio, escutando a Deus entre nuvens. Aceitar é a melhor maneira de compreender. Aceita o mistério, deixa-te conduzir. Não há dor que não se entenda no abraço amoroso do Pai.
Jesus convida-nos ao arrependimento. A nossa vida é figueira estéril e não dá os frutos, que o Senhor espera. Aqueles que nos procuram tinham o direito de os encontrar, e deixamo-los ir de mãos vazias. Contudo, o Senhor espera sempre, dá-nos mais uma oportunidade. É paciente porque é eterno, e as nossas infidelidades não esgotam a sua misericórdia infinita. Gasto a vida a perder oportunidades, as que sei e não sei. O fruto que Deus espera de mim é o esforço humilde de começar todos os dias.
Senhor, a tua paciência é a minha esperança!
