09 Ago 2026
Edith Stein (Tereza Benedita da Cruz)
Imagem do santo do dia

Edith Stein nasceu na cidade de Breslau, Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Aos dois anos, ficou órfã de pai. A mãe e os irmãos mantiveram a situação financeira estável e a educaram dentro da religião judaica.

Desde menina, Edith era brilhante nos estudos e mostrou forte determinação e caráter inabalável. Na adolescência, viveu uma forte crise: abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença em Deus. Mais tarde, em 1916, conseguiu terminar os estudos, com graduação máxima, recebendo o título de doutora em fenomenologia. Em 1921, leu a autobiografia de santa Teresa d'Ávila. Tocada pela luz da fé, converteu-se e foi batizada em 1922.

Por recusar-se a sair do País, durante a perseguição nazista, os superiores da Ordem do Carmelo a aceitaram como noviça. Em 1934, tomou o hábito das carmelitas e o nome religioso de Tereza Benedita da Cruz. Quatro anos depois, realizou sua profissão solene e perpétua, recebendo o definitivo hábito marrom das carmelitas. A perseguição nazista aos judeus alemães intensificou-se e Edith foi transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda.

A Segunda Guerra Mundial começou, e a expansão nazista alastrou-se pela Europa e pelo mundo. A Holanda foi invadida e anexada ao Reich Alemão em 1941. A família de Edith Stein dispersou-se: alguns emigraram e outros desapareceram nos campos de concentração. Os superiores do Carmelo de Echt tentaram transferir Edith e Rosa para um outro Carmelo na Suíça, mas a burocracia arrastou-se indefinidamente.

Em agosto, dois oficiais nazistas levaram Edith e sua irmã, e outros duzentos e quarenta e dois judeus católicos, deportados para os campos de concentração. Lá, Edith Stein, ou a "freira alemã", como a identificaram os sobreviventes, diferenciou-se muito dos outros deportados. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar, do melhor modo possível, das crianças.

No dia 7 de agosto de 1942, Edith Stein, Rosa e centenas de homens, mulheres e crianças foram, de trem, para o campo de extermínio de Auschwitz. Dois dias depois, em 9 de agosto, foram mortas na câmara de gás, e tiveram seus corpos queimados. A Irmã Carmelita, Tereza Benedita da Cruz, foi canonizada em Roma, em 1998, pelo papa João Paulo II.