As celebrações do Tríduo Pascal e do Domingo de Páscoa recordam a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Cristo. O Tríduo Pascal é considerado o centro da vida litúrgica da Igreja e convida os fiéis a acompanhar, de forma mais intensa, os últimos acontecimentos da vida de Jesus, desde a ceia até a ressurreição.
Ao longo desses dias, o Santuário foi conduzido a reviver os mistérios centrais da fé cristã, contemplando o amor de Cristo que se entrega, sofre e vence a morte, abrindo para todos um caminho de esperança e vida nova.
Na Quinta-feira Santa, a Igreja vive, pela manhã, a Missa do Crisma, quando o bispo, unido ao clero, abençoa os santos óleos que serão usados ao longo do ano nos sacramentos, e os sacerdotes renovam suas promessas sacerdotais. Mais tarde, na Missa da Ceia do Senhor, recorda-se a instituição da Eucaristia, além do gesto do lava-pés, sinal do serviço e da caridade. Na Sexta-feira Santa, a Igreja se reúne para a celebração da Paixão do Senhor, marcada pela escuta da Palavra, a adoração da Cruz e um profundo momento de silêncio e oração. O Sábado Santo é a espera da ressurreição, tendo na Vigília Pascal a grande celebração da luz, da Palavra e da renovação das promessas batismais. Já o Domingo de Páscoa proclama, com alegria, a vitória de Cristo sobre a morte e renova no coração dos fiéis a certeza de que a vida nova do Ressuscitado continua a sustentar a caminhada da Igreja.
Quinta-feira Santa
Na noite de 2 de abril, o Santuário Nossa Senhora dos Prazeres e Divina Misericórdia deu início ao Tríduo Pascal com a celebração da Missa da Ceia do Senhor, presidida pelo padre Alberto Gambarini e concelebrada pelo padre Lucas Barboza. A celebração recorda o momento em que Jesus se reúne com os discípulos antes da Paixão, institui a Eucaristia, confia à Igreja o sacerdócio e deixa, no gesto do lava-pés, a marca do amor que se faz serviço. É uma noite que convida os fiéis a contemplar mais de perto a entrega de Cristo e a entrar, com mais profundidade, no mistério do seu amor.
O padre Alberto Gambarini, em sua homilia, deixou uma reflexão sobre o sentido profundo da Ceia do Senhor e o gesto do lava-pés, recordando que esta é a noite em que Jesus revela, de forma concreta, a grandeza do seu amor. “Tendo amado os seus, amou-os até o extremo. A Eucaristia é o amor extremo de Jesus”, afirmou. Ao falar sobre o Evangelho, o sacerdote destacou que Jesus se abaixa para lavar os pés dos discípulos e, nesse gesto, ensina que a verdadeira fé passa pelo serviço, pela humildade e pela disposição de amar de maneira concreta. “Lavar os pés hoje significa quebrar o orgulho, vencer a indiferença e aprender a servir de coração”, disse.
Sexta-feira Santa
Na Sexta-feira Santa, os fiéis se reuniram no Santuário para a celebração da Paixão do Senhor, marcada pelo silêncio, pela escuta da Palavra e pela adoração da Cruz. Durante a celebração da Adoração da Cruz, o padre Alberto Gambarini conduziu a reflexão sobre o mistério da entrega de Cristo, destacando que a cruz revela o amor que se oferece pela humanidade. “Hoje você é convidado a olhar para Jesus, para o seu corpo ferido, para a coroa de espinhos, e compreender que não é apenas sofrimento, mas amor que se entrega em nosso favor”, afirmou.
Após a Adoração da Cruz, aconteceu a encenação da Paixão e Morte de Cristo, que retratou os últimos momentos de Jesus, desde a condenação até a crucificação. A apresentação foi conduzida pela equipe de teatro do Santuário, formada por crianças, jovens e adultos. Em seguida, os fiéis participaram da Via-Sacra, percorrendo as ruas em torno do Santuário.
Sábado Santo
No Sábado Santo, o Santuário viveu a solene Vigília Pascal, celebração que marca a passagem das trevas para a luz. A celebração teve início com a bênção do fogo novo e a entrada do Círio Pascal, conduzido pelo padre Lucas Barboza. Durante a Vigília, dois catecúmenos foram batizados, simbolizando o verdadeiro nascimento espiritual.
O padre Alberto Gambarini destacou que a Vigília Pascal conduz os fiéis a recordar a graça do próprio Batismo. “Atravessamos a água do Batismo. O nosso velho homem foi crucificado para que não permaneçamos mais nas trevas”, afirmou. Ressaltou também que a celebração pascal não separa cruz e ressurreição: “A Vigília Pascal é o convite de Deus para nós trocarmos esta coroa pela veste da luz da ressurreição”.
Domingo da Páscoa do Senhor
O Domingo de Páscoa celebra a verdade central da fé cristã: Jesus ressuscitou. No Santuário, essa alegria foi celebrada com três Santas Missas ao longo do dia.
O padre Lucas Barboza, evidenciou o sentido profundo do “primeiro dia da semana”, explicando que a Ressurreição é o começo de uma nova criação. “Jesus ressuscita no primeiro dia da semana para criar uma nova obra nas mãos de Deus”, afirmou. Ao refletir sobre o túmulo vazio, o padre destacou que a Ressurreição é a resposta definitiva de Deus. Segundo o sacerdote, “é por isso que o domingo é sagrado, porque é o dia em que celebramos a vitória no Senhor Jesus Cristo”.
Por: Carolina Ribeiro


