O papa Leão XIV disse rezar “por todos os pais que sofrem a perda de um filho, especialmente um bebê”, por ocasião do Dia da Vida, que será celebrado na Inglaterra, Escócia, Irlanda e País de Gales no próximo domingo (21).
O papa Leão XIV falou às conferências episcopais desses países no Dia pela Vida por meio de uma mensagem assinada pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, que também pediu aos pais que “encontrem conforto e paz no conhecimento do amor de Deus por eles” e pela criança que pediram.
“Esse amor divino dá sentido à vida de cada pessoa e, longe de terminar com a morte, convida-nos a uma nova plenitude na eternidade”, diz o papa.
Segundo comunicado divulgado pela Conferência Episcopal Irlandesa , o papa Leão XIV também enviou seus melhores votos e orações a todos os participantes desse dia, que se concentra na “admiração pela plena humanidade da criança no útero”, e nos esforços realizados para apoiar mães e pais que sofreram a perda de um bebê.
Ele também exorta esses pais a encontrar o apoio de que precisam na comunidade da Igreja, “especialmente numa vida nutrida pela oração e pelos sacramentos”.
A admiração pela criança no ventre da mãe
Convocada sob o título A Maravilha da Criança no Ventre Materno, essa data busca lembrar que todo ser humano é dotado de infinita dignidade desde o momento da concepção, “simplesmente por existir, por ter sido desejado, criado e amado por Deus”, como disse o papa em sua recente encíclica Magnifica humanitas.
As conferências episcopais da Inglaterra, do País de Gales, da Escócia e da Irlanda dizem que a paternidade “é uma vocação repleta de alegrias e esperanças, mas também de tristezas e preocupações”.
Neste ano, as conferências desejam reconhecer especialmente a dor dos pais que perderam um filho antes do nascimento ou na infância e dar-lhes uma mensagem de esperança e conforto: a plenitude na eternidade.
Esse dia, que coincide com o Dia dos Pais na Grã-Bretanha e na Irlanda, visa chamar a atenção para o sofrimento dos pais, que acarreta consequências físicas e psicológicas, e a sensação de impotência por não saberem como apoiar a família ou como expressar a própria dor.
Consequentemente, a Igreja deseja ser especialmente solidária a esses pais, enfatizando o acompanhamento espiritual e pastoral. A Igreja diz também que “Deus criou, quis e amou profundamente cada criança desde toda a eternidade, inclusive aquelas que perdem a vida antes do nascimento ou logo depois”.
Para as conferências episcopais da Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda, a Palavra de Deus “revela a sagrada humanidade da criança não nascida” e, portanto, os pais compreendem quão precioso e único é o filho que perderam: “Eles sabem que nenhuma outra criança jamais poderá substituí-lo”.
Dessa perspectiva, dizem ser incoerente descrever a vida no útero como um simples conjunto de células. “Como pode essa vida ser tão amada e valorizada pelos pais e, ao mesmo tempo, ser considerada sem valor e descartável?”, dizem.
Elas dizem também que a ciência é clara ao dizer que a vida começa no momento da concepção. “Quanto mais aprendemos com a ciência, mais compreendemos a doutrina da Igreja sobre o valor único da criança por nascer”, dizem as conferências episcopais.
Elas dizem também que todo ser humano não é só um corpo, “mas também uma alma imortal, com uma relação única e eterna com Deus, nosso Criador”, e, assim, a criança por nascer “merece a plena proteção da lei”.
As conferências episcopais dizem que a Igreja “sempre rejeitou o aborto voluntário” e se comprometem a “trabalhar e rezar para que nossa sociedade valorize a vida de cada criança”, especialmente nos primeiros estágios da existência humana.
Fonte: ACI Digital






