Capela Nossa Senhora da Boa Viagem, em Estância (SE) | Instagram Diocese de Estância

O Conselho Estadual de Cultura de Sergipe, órgão vinculado à Fundação de Cultura e Arte Aperipê (Funcap), aprovou por unanimidade, na sexta-feira (24), o tombamento da capela Nossa Senhora da Boa Viagem, em Estância (SE). A decisão aconteceu semanas depois que a Justiça determinou a desmontagem e realocação da igreja em outro ponto da praia.

A capela Nossa Senhora da Boa Viagem foi construída no século XVI, na Praia do Saco. A construção é atribuída aos jesuítas que chegaram à região em janeiro de 1575. Trata-se, segundo o governo de Sergipe, de “uma das mais antigas referências de ocupação religiosa do litoral sul sergipano”.

“Ligada à devoção de navegadores e comunidades pesqueiras, a capela se firmou ao longo dos séculos como ponto de fé, de celebrações tradicionais e de forte apego afetivo para moradores e visitantes da região”, diz o site do governo.

No início do mês, uma decisão do juiz Rafael Soares Souza, da 7ª Vara da Justiça Federal de Sergipe, determinou que a igreja seja desmontada e realocada em outro ponto da praia, mantendo, na medida do possível, “as características arquitetônicas e estéticas”.

O argumento é de que a capela foi construída em área de faixa de areia de preservação permanente, e que sua estrutura estaria em risco por causa da erosão provocada pelo avanço do mar. O juiz determinou também que, depois da realocação, seja feita a recuperação ambiental da área atualmente ocupada.

Diante a decisão judicial, a comunidade local se uniu em um ato público em defesa da capela no dia 12 de abril e realizou um abraço coletivo ao redor do templo.

Com a aprovação do tombamento da igreja, diz o governo de Sergipe, é reconhecido o seu “valor histórico, cultural e religioso” e se “amplia os instrumentos de proteção do patrimônio cultural sergipano”.

O processo segue agora para registro no livro de tombo do Conselho Estadual de Cultura, instrumento que formaliza a condição de patrimônio cultural de Sergipe.

Em suas redes sociais, a diocese de Estância disse receber “com alegria” a decisão Conselho Estadual de Cultura.

“O avanço representa um marco na preservação da memória histórica, cultural e religiosa de nosso povo, protegendo um templo secular, expressão viva da fé e da devoção de gerações”, disse a diocese.

Fonte: ACI Digital

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