No domingo, 12 de abril, na Praça da Matriz, em frente ao Santuário Nossa Senhora dos Prazeres e Divina Misericórdia aconteceu a Festa da Divina Misericórdia e também de Nossa Senhora dos Prazeres que teve como início a oração do Terço da Divina Misericórdia. Em seguida, foi celebrada a Missa, presidida pelo padre Alberto Gambarini e concelebrada pelos padres Alexandre Matias e Lucas Barboza.
Celebrada pela Igreja no segundo domingo da Páscoa, a Festa da Divina Misericórdia recorda a grandeza do amor de Deus, que acolhe, perdoa e renova todas as coisas. A data nasceu a partir das revelações de Jesus a Santa Faustina Kowalska, religiosa polonesa que recebeu a missão de anunciar ao mundo a misericórdia divina. Entre as mensagens deixadas a santa, está: “Jesus, eu confio em Vós”, expressão que se tornou síntese dessa devoção e caminho de entrega para tantos fiéis. A celebração foi oficialmente instituída no ano 2000 por São João Paulo II, durante a canonização de Santa Faustina, e se tornou, para a Igreja, um forte convite à confiança na misericórdia divina, à conversão do coração e à busca sincera por uma vida nova em Cristo.
Ao falar sobre o sentido da celebração, o padre Alberto destacou que Jesus não veio apenas para chamar as pessoas a frequentarem a Igreja, mas para fazer dela o lugar onde cada um encontra n’Ele a graça de uma vida nova. Segundo o sacerdote, é na presença de Cristo que o coração é renovado e aprende a viver aquilo que o próprio Evangelho ensina: o amor, o perdão e a verdade.
Na homilia, o padre Alberto destacou que a Palavra de Deus proclamada revela um chamado concreto à vivência da fé. Ao recordar a primeira leitura, ele ressaltou que os primeiros cristãos perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão e na fração do pão, como expressão de uma vida verdadeiramente transformada por Cristo. “Quem nasce de novo pela ressurreição de Jesus se torna um homem novo, uma mulher nova, que não caminha mais na estrada do mundo, mas na estrada que é o próprio Cristo”, afirmou.
O padre Alberto conduziu os fiéis a olharem para a própria vida à luz da misericórdia de Deus, destacando que Cristo continua vindo ao encontro de cada pessoa, mesmo diante das portas fechadas do coração. Ao comentar o Evangelho, recordou que Jesus não entra para acusar, mas para restaurar e devolver a paz. “Pare onde você está e ouça com o coração, porque não é apenas o leitor ou sacerdote que fala, é o próprio Jesus que quer atravessar as paredes do nosso coração para nos dar a paz que estamos precisando. Talvez você esteja com medo, ferido, decepcionado, mas entenda, Jesus jamais nos rejeita, por maior que seja o nosso erro”, afirmou. O sacerdote ainda ressaltou que a verdadeira conversão nasce quando o fiel reconhece suas fragilidades e se abre à graça, permitindo que Deus restaure aquilo que o pecado e o medo feriram.
Antes do encerramento, os fiéis participaram de uma procissão em torno da praça. Em seguida, o padre Alberto concedeu uma benção especial para um grupo de romeiros com destino a Aparecida e, logo depois, foi dada a bênção final. A realização da Missa campal contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Itapecerica da Serra.
Por: Carolina Ribeiro






