Foto: Vatican News

Em um momento carregado de emoção e fé, além da alegria dos 30 mil fiéis no Estádio de Malabo, ao final da missa desta quinta-feira (23/04) o Papa Leão XIV se despediu do povo da Guiné Equatorial e de toda a África. Durante 10 dias, o Pontífice percorreu quatro países – inclusive a Argélia, Angola e Camarões – para consolidar a fé e encorajar as Igrejas locais para a reconciliação, a paz, a justiça e a fé. Pela duração, a viagem apostólica de Leão XIV foi semelhante àquela realizada à África por João Paulo II, em 1985, quando visitou 7 países em 11 dias. O continente, com a maior quantidade de países – um total de 54 – é o que apresenta os piores indicadores socio-econômicos, a segunda maior população e a terceira maior em extensão do mundo.

“Queridos irmãos e irmãs, chegou o momento de me despedir de vocês, da Guiné Equatorial e também de África, no final da viagem apostólica que Deus me concedeu realizar nestes 10 dias.”

O Pontífice também agradeceu às autoridades civis e eclesiásticas locais, sacerdotes e todo povo de Deus “a caminho nesta terra” desde a chegada dos primeiros evangelizadores que vieram por mar, há 170 anos. Leão XIV cumpriu agenda intensa em apenas três dias na Guiné Equatorial, que teve o lema da viagem recordado pelo Papa nas palavras de despedida, evocando a memória do passado e a confiança em um caminho de fé e esperança rumo ao futuro:

“Cristo, a luz da Guiné Equatorial e vocês são sal da terra e luz do mundo.”

Assim como nos primeiros séculos da Igreja, continuou o Papa Leão XIV ao final da missa no Estádio de Malabo, “a África é chamada hoje a dar uma contribuição decisiva à santidade e ao caráter missionário do povo cristão”. E antes de confiar “de coração” todas as famílias e comunidades dos povos africanos à intercessão de Nossa Senhora, o Pontífice finalizou:

“Parto da África com um tesouro inestimável de fé, esperança e caridade: um tesouro feito de histórias, rostos, testemunhos de alegria e de sofrimento que enriquecem grandemente a minha vida e o meu ministério como sucessor de Pedro.”

Fonte: Vatican News

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